Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Segurança Insegura...

Boa Noite… ora aqui está uma coisa que agora não existe na cidade do Porto!! Uma Boa Noite de diversão… a não ser quando o Porto joga em casa!!
Os últimos meses têm sido constantemente marcados por notícias de violência na noite portuense. Algo que me preocupa, embora não seja frequentador de espaços nocturnos! A Denise (brasileira) e a Emylia Demitreska (Ucraniana) conheci-as por acaso numa fila do Minipreço em plena luz do dia… e os únicos seguranças com quem me cruzo, são os que fazem o transporte de valores em carrinhas blindadas lá no meu local de trabalho!
No entanto, não posso deixar de me solidariad… soliadiariz… solidoriari… ficar solidário com as pessoas que encontram na noite uma fonte de “relaxamento” depois de um dia ou uma semana de trabalho. Na verdade, já lá vão os dias (noites) em que o Porto era apontado como um ponto obrigatório de passagem para os amantes do horário do morcego. Hoje em dia existe o medo… o medo de estar com um copo cheio na mão, e de repente todo o liquido que nos coloca em êxtase se “esbafurir” por um buraco no copo causado por uma bala de calibre pequeno. Já lá vai o tempo em que as mães se preocupavam com os filhos e diziam ”Olha que está frio… agasalha-te bem filho”! Hoje as mães preocupam-se com outras coisas…. Por exemplo: “Então moço, já vestiste o colete?”. Ou então quando há meia-duzia de anos atrás se dizia “Não te esqueças do telemóvel e vai dando notícias”… substituída pela mais recente frase que diz “Leva a tua kalashnikov e usa-a quando vires confusão”
Realmente a noite do Porto está um caos. Não está segura… e para complicar as coisas, ainda andam a matar seguranças!!! Ora, segurança pequena menos seguranças dos grandes… dá insegurança.
O conceituado entendido em assuntos policiais Moita Flores, veio hoje a público manifestar também ele a sua preocupação sobre o tema em questão. Segundo o mesmo é preciso fazer algo! Uma cooperação urgente e eficaz entre a Câmara Municipal e as forças de segurança são o mínimo exigível para apaziguar as coisas e fazer a noite do Porto renascer das cinzas do medo!
Quem me ouvir falar, até pareço o principal prejudicado no assunto.
Como tal, era da opinião que também as personalidades da cidade invicta poderiam fazer algo para combater este problema.
Pedro Abrunhosa já me mostrou a sua solidariedade, e desde logo se prontificou a lançar um single do seu mais recente êxito com a seguinte letra:

Aquele era o tempo
Em que os gatilhos puxavam
E nas noites do Porto, os balázios voavam,
E eu via que o tiro me saía dos dedos
E a Besta Maior com cigarros acesos.
Empresários perdidos em luzes cintilantes,
Em bares partidos,
Sem altifalantes.
E uma pistola vazia,
Um cartuxo no asfalto,
E alguém me pedia que acertasse no mais alto.

Quem me leva os seguranças,
Quem me salva do fogo cruzado,
Quem me diz onde se está sossegado?

Aquele era o tempo
Em que as malas se abriam,
Em que homens pegavam
Nas pistolas que erguiam.
E eu tirava uma vida, um segurança a menos,
Metia-me nos copos, só bebia venenos.
De costas voltadas não se vê o disparo
Nem o rumo da bala
Nem quem ia no carro.
E alguém me gritava
Com a cabeça de fora
Toma lá mais um tiro
Mais um que foi embora.

Quem me leva os seguranças,
Quem me salva do fogo cruzado,
Quem me diz onde se está sossegado?

De que serve ter o mapa
Se o fim é conhecido,
Andar na noite do Porto
É cada vez mais fod…..,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem estes actos
Se a noite está deserta?

Quem me leva os seguranças,
Quem me salva do fogo cruzado,
Quem me diz onde se está sossegado?


Tenho dito!

2 Comments:

Blogger Putty Cat said...

As pessoas esquecem-se é que a Noite sempre foi insegura, meus amigos. E eu em particular, falo da noite do Porto, que é a minha cidade.

Agora, enquanto que uns esticões de carteiras ou um apontar de serigas nas caixas automáticas não der estrilho, só se vão lembrando desses pobres jurados de morte, que morrem à mercê de uma qualquer caçadeira.

E curiosamente, só agora, é que o burburinho se instala....

Assim não dá!
É que a violência não se faz só com as juras de morte concretizadas, fazem-se de várias maneiras, e quem mais deveria ver isso, ESTÁ CEGO.

...OU NÃO QUER VER.....

3:17 PM, Dezembro 17, 2007  
Anonymous Anónimo said...

solidarizar... palavra difícl essa, não?

8:18 PM, Abril 13, 2008  

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